Fronteira
Sentir o amanhecer, tal como Clarice fazia, e ouvir as ondas quebrarem, nervosas como as mãos: só assim pra entender melhor o sol. Vieram planos, mil deles, vontades e verdades até. O papel não é branco. Impossível fingir, o papel é antes escrito de memórias, preciso aprender limites com o sol. Como aceitar que hoje é domingo? Não posso compactuar com tanto. Deixe o texto, que respire esse ar matutino. O começo também é noite; caso se inverta, estou acordada pra entender melhor a lua.